Outubro de 1993. A imprensa é apresentada ao Pointer, nas
versões Cli 1.8, Gli 1.8 e 2.0 e o esportivo Gti 2.0, todas
equipadas com injeção eletrônica Fic. Desenvolvido sob a
plataforma do novo Ford Verona, por possuir 4 portas, design
mais agressivo que o Logus e tendo reunido o inédito conceito
para o modelo Gti: Um esportivo confortável e de quatro-portas.
Possuía um design limpo e com a ausência de saliências.
Era um Hatchback de forma robusta,com enorme vidro traseiro,
levemente convexo e duas janelas vigias após a segunda porta,
com colunas fixas para não prejudicar em nenhum momento a
visibilidade do motorista. mesmas características técnicas
em relação ao seu irmão Logus, tendo como diferença os freios
à disco nas 4 rodas, a ausência da motorização 1.6 devido ao
seu maior peso, e no lançamento este veio no começo equipado
com injeção eletrônica Bosch Le-Jetronic, sendo que os primeiros
modelos 2 litros do Logus não vieram com esta injeção, e sim
com o malfadado carburador eletrônico.
O modelo Gti, vinha com um grave erro de fabrica pois tinha uma relação de quinta marcha muito curta, o que fazia o motor girar a quase 3500 rpm a 100 km/h, sendo que carros de cilindrada e potência semelhantes possuíam motor que gira por volta de 2800 rpm. O problema foi sanado em julho de 1994, com a adoção de uma relação de quinta marcha mais longa, reduzindo consumo, ruído e melhorando a sua velocidade máxima consideravelmente.
O modelo foi produzido na Argentina, tendo uma boa aceitação
naquele mercado, com isso nós contamos com algumas unidades
Argentinas rodando por aqui, e o mesmo ocorre lá. O carro
chegou a participar de um campeonato de Multi-marcas por lá.
Como o modelo foi lançado em 1994 já com injeção eletrônica, as suas únicas mudanças na linha 95/96 foram os pára-choques pintados para os modelos Cli e Gli e a mudança na padronagens dos tecidos igual ao sedã.
Na linha 1996, foi apresentado nova forração em veludo, muito mais sóbria, bonita e confortável (Igual ao Logus Wolfsburg), volante e manopla em couro para o esportivo Gti, novas rodas aro 14, usadas futuramente no Pólo Classic.
Com o Lançamento da nova linha Escort no Brasil, chamada de
Mk4 na Europa, e sobre esta estrutura, é montado os "Vws"
Logus e Pointer,mantendo a base mecânica do Escort, com motor
e câmbios Vw e a suspensão da Ford, a mesma usada no Mk4 na
Europa, porem adaptada ao piso Brasileiro. Desta vez, para não
se repetir os erros do passado, (o Apollo era uma espécie de
clone do Verona, diferindo deste no painel, acabamento interno
em geral, grade dianteira e lanterna traseiras) o desenho teve
inicio nos Estudios Ghia, na Itália, sendo o projeto finalizado
no Brasil pelos designers da Volkswagen brasileira.
Então, em março de 1993 é lançado o Logus. Inicialmente, era oferecido nas seguintes versões: CL 1.6 (motor AE-1600 ou Cht,), CL AP 1.8, GL AP 1.8 e GLS AP 1.8, todos os motores queimando gasolina ou a álcool.
Os modelos a Álcool possuíam carburador Brosol 2e e os modelos 1.8/2.0 a Gasolina utilizavam o inédito "Carburador Eletrônico" em que o afogador funciona automaticamente e a rotação da marcha lenta é mantida sempre estável, qualquer que seja a situação de operação do veiculo. A borboleta de aceleração e a válvula eletromagnética de marcha lenta são controladas por um microprocessador, assegurando a confiabilidade do sistema.
O modelo GLS 1.8 tinha recursos usados somente em carros de
categoria e preços superiores até então, tais como os vidros
elétricos de função "um toque", com função anti-esmagamento,
rádio toca-fitas com equalizador digital e chave única que
aciona o alarme segurando-a na posição por alguns instantes
na fechadura da porta do motorista (como nos outros VWs),
Cintos de segurança com regulagem de altura em sua ancoragem
na coluna central e o volante ajustável em distância
(regulagem na longitudinal) em 17cm, algo inédito em um
carro nacional (surgiu junto com o Escort).
O seu Cambio era acionado por cabos (um cabo para seleção, outro para o engate), ao invés do tradicional varão, sendo semelhante ao do Golf alemão. Esse câmbio era conhecido por MQ.
Enfim, era um carro moderno, de estilo moderno e elegante, com uma aerodinâmica notável até então: coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,32, um dos mais baixos índices da época. Um fato não confirmado, é que, ao ser mandado para a matriz da VW na Alemanha, os alemães ficaram tão surpresos com o estilo do carro, que a frente do Passat alemão de 1993, foi inspirada no Logus nacional para aquela reestilização. Sendo verdade ou não, realmente existem semelhanças no desenho.
No final de 1993, nos veículos modelos 1994, a Autolatina passou
a adotar no Logus GLS o motor AP-2000 e encurtou o diferencial
de todos os modelos em 14%, ajudando enfim o desempenho.
Inicialmente, o motor AP-2000 era oferecido com o malfadado
carburador eletrônico. De qualquer forma, o Logus ganhou muito
em desempenho com as modificações feitas, contentando os fãs de
VWs, que não abrem mão de agilidade.
Em agosto de 1994, junto com o lançamento do Pointer com injeção FIC digital, é lançado o Logus GLS com motor AP-2000 com essa mesma injeção, sendo multiponto. Ele obtém um desempenho ainda melhor que o Logus com o mesmo AP-2000 equipado com o carburador eletrônico, sendo segundo a revista 4-rodas o Vw nacional com a maior velocidade máxima até ali: 194,2km/h.
Os modelos 1995 passam a usar a injeção eletrônica, aposentando definitivamente o carburador eletrônico e ocorre a segunda mudança de motorização: sai de cena o AE-1600 e volta o AP-1600, pela facilidade de adaptação da injeção eletrônica, pois ela já era usada nos motores AP 1800.
A injeção eletrônica utilizada é a Fic Digital (CF1–D) EEC-IV monoponto, para motores AP 1600 e AP 1800 e a Fic Digital (EFI-D) EEC-IV multiponto para motores AP 2000.
Em meados de julho de 1995, é lançado o Logus Wolfsburg Edition com acabamento diferenciado e os faróis estendidos do Pointer, sendo equipado com motor AP-2000. Esse o modelo top de linha a partir dali e, já usava rodas aro 14, sendo mais bonitas e oferecendo maior segurança nas curvas.
A linha 1996 apresentava mudanças apenas na padronagem de tecidos, calotas e pára-choques pintados para ambos os modelos e somem as versões Cli, Gli e Gls, ficando agora como 1.6i, 1.8i (possuindo maior leque de opcionais para as versões 1.6, podendo se mesclar o padrão de acabamento Gl ao motor 1.6) e o Wolfsburg Edition.
Algumas unidades do Logus foram feitas em 1997, mas foram pouquíssimas (estima-se cerca de 1.000 carros) e ele sucumbiu, deixando caminho livre para o Polo Classic.